quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Dividir para se divertir

Agora ao assunto que eu devia ter tratado na vez anterior. E se trata de dividir o trabalho de narrar as partidas entre vários membros da mesa.
Sim, fora de foco 
Um bando de aventureiros desesperados (meu personagem é o do meio do grupo, entre um clérigo muito cabreiro e um drow ladino muito desastrado).
Mas porque fazer isso?
A razão mais óbvia é que isso dá oportunidade para quem está “mestrando” de poder jogar também. Já faziam alguns anos que eu não participava como jogador e isso faz uma falta tremenda.
O tempo para descansar a cabeça também é bom. Isso evita a fadiga de só narrar e pode evitar chances de cair sempre na mesma. E exceto se o grupo adora matar-pilhar-destruir, campanhas repetitivas assim não agradam a longo prazo. Mas isso já é assunto para outro post. Continuando…
Outra razão não tão óbvia é que ela dá oportunidade de preparar algo às partidas com mais calma. Seja tempo para conseguir idéias ou mesmo preparar eventos da campanha (encontros não aleatórios, ganchos de aventura) e é claro, algum roteiro alternativo, porque jogadores sempre arranjam um jeito de melar o que foi preparado.
Mas para não ficar apenas com texto, algumas fotos das partidas com o grupo da Taverna do Velho Paul, mais exatamente este pessoal aqui, exceto o Krüger, que não tem um horário bom para aparecer.

É uma campanha na ambientação Forgotten Realms, com o Giorgio narrando no D&D 3.5 nos Subterrâneos (Underdark para os veteranos). O grupo é composto pelo humano clérigo de Seluné do Pablo, drow ladino do Nathan e o meu elfo mago/guerreiro. Como tivemos problemas para chamar mais um jogador, por enquanto está assim:
PB020006 
Emboscada! (Droga de ladino distraído)
O grupo foi enganado e foi parar nos subterrâneos. Devido a dificuldade que o Giorgio planejou, começamos no 4º nível, pontuação alta para comprar atributos e dados de vida cheios. A dificuldade é maior pois o grupo não tem um “tanque”, conhecido como “defensor” na 4ª edição; o jogador que faltou ia cumprir esse papel.
Como a campanha ainda está no começo, o grupo está às escuras literal e figurativamente, não tem como dizer muita coisa, exceto:
- Tem muito beholder para enfrentar; agradeço a mim mesmo ter escolhido Sorte dos Heróis como talento regional. Falhar nas Resistências pode significar o fim do grupo.
- Aranhas, malditas aranhas. Outra razão para agradecer o Sorte dos Heróis. Se meu personagem fosse Ranger, esse seria um bicho da lista de inimigos prediletos.
- Como faz falta um anão no grupo para uma campanha dessas. Seja anão guerreiro, ladino ou ranger; quase qualquer classe seria uma ajuda. Isso me faz lembrar: nosso narrador pensou que tinha avisado que a campanha seria subterrânea, mas não o fez. Fuuuu-
PB020014 
Emboscada 2, a Missão (Seria, se não fosse a magia Alarme). O dado representa um arminho atroz abissal.
Solução para estes problemas: todos pegaram níveis de guerreiro para agüentar melhor o tranco dos combates. E meu mago/guerreiro mudou o foco de magias de ataque para magias de suporte/utilitárias; quase todos os inimigos tem resistência a magia, são muito furtivos ou ambos.
Tenho sérias desconfianças que o narrador jogou um pouco da série Eye of the Beholder (artigo apenas em inglês) que saiu para o DOS e alguns outros sistemas.
Na próxima, a outra campanha que está rolando.
Atualização 28/05/2012: Não houve fim desta campanha, nem outra campanha propriamente dita. E recuperei as fotos.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ananos?

Bem, este post devia ser sobre as campanhas que estão rolando, seja comigo narrando ou apenas jogando.
Dwarf Ironbreaker do Warhammer online
Só que acabei lendo nos meus feeds da Valinor essa coisa aqui. Posso e estou um tanto atrasado, mas convenhamos, a Martin Fontes ter trocado Anões por “Ananos” foi dose. Acho pobre a possível desculpa do Tolkien que pluralizava “Dwarf” como “Dwarves” ao invés do padrão da época “Dwarfs”.
Se fosse assim, “elf” devia ter sido traduzido como “duende” (arrrrggh!) e “goblin” como “trasgo” (urgh!), já que anano é um termo mais usado no espanhol para nosso querido povo das rochas e estas seriam as traduções dos nomes destes povos de fantasia seguindo a mesma idéia. Notem que os três termos, (anano, duende e trasgo) existem na língua portuguesa, mas normalmente não são usados às mesmas coisas que o espanhol.
Agora ela seria uma… anana?
Fica aqui a questão: A Martin Fontes adotou essa mudança de nome. E se as editoras de RPG adotassem também essa… “nomenclatura”, o que você diria?
Já me adianto e escrevo minha opinião: Para que mudar algo que já é usado a tanto tempo, ainda mais com um pessoal que também é conhecido por sua estabilidade/teimosia?
E agora é com vocês!
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