quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O problema dos nomes élficos, parte 2

Bem, eu não esperava um deslize deste tamanho, mas acontece. A falta de motivação é grande, mas o jeito é ir em frente! Desculpe a demora, pessoal!

Voltando ao assunto dos nomes élficos, o problema de usar Sindarin ou mesmo Quenya e que muitos nomes usados atualmente podem virar apenas um nome nestas linguagens. Do outros artigo, o melhor exemplo é Elisabete, que possui uma multitude de versões: Bettina, Eilis, Elina, Elisabeth, Elizabeth, Elisa, Elly, Elsa, Lisa, Lisette, entre várias outras. E todas caindo em Erunweth (ou Erunwethril).

Mas antes de continuar, os mais observadores devem ter percebido que o texto para Gustavo ficou estranho. Na verdade o texto deveria passar a versão em Qenya para o nome e eu ia tentar explicar uma possível versão em Sindarin. Mas como o nome é complicado, vou tentar improvisar:
Eu encontrei na Valinor, uma tentativa de tradução do nome, mas longe de ser correta, já que passaram ao tradutor um sentido errôneo ao nome. Gustavo vem do Nórdico Antigo, com as palavras gautr "godo" e stafr "cajado, cetro", sendo que gautr era uma referência dos godos a eles mesmos, como povo, então...

Vandil (cajado) + gwaith (povo) ~ Vandilwaith

O "do" de "cajado do povo" pode ser ignorado por ser uma palavra composta. Bem, tenho que admitir que por ser um nome de origem alemã, acabei fazendo esse nome élfico com jeito alemão: juntar tudo e depois tentar pronunciar. E olha que fica uma coisa meio "vandilvaif", mas o W é com som de U mesmo.

Feitas as devidas correções, afora ao que eu devia passar dessa vez: Elfos com nomes humanos.

E escolhi uma personagem de jogos para tanto. Na verdade são duas, a Lucia e a Kayla dos jogos da Capcom baseados no D&D 1ª edição. Na imagem, a Lucia está de verde e a Kayla de azul. São basicamente a mesma personagem, já que é uma que as skins não tem habilidades diferentes entre si no antigo jogo beat-them-up "D&D: Shadow Over Mystara".
Se formos reparar (e pesquisar) bem os nomes delas, veremos que são nomes bem humanos. O caso da Lucia é fácil; este é um nome muito comum em vários países e vem do latim para "luz". E faz sentido, já que os elfos nórdicos tradicionais eram chamados de "elfos da luz"; não sei se o pessoal da Capcom pesquisou isso, mas acho bastante provável. Já a Kayla é mais complicada; parece ser do iidiche, que por sua vez vem do hebraico Kelila "Coroa de Louros". Eu diria até que o nome é bem próprio. Nas artes onde as duas estão juntas, a Lucia está sempre alegre e a Kayla, altiva/séria/desinteressada, basicamente uma "elfa nobre".

E porque dessa ladainha toda para explicar o nome delas? Bem, ao meu ver, é mais legal um personagem com um nome interessante; melhor ainda se souber que ele tem e faz sentido. Como gosto de montar personagens que vão além do papel cheio de anotações, tendo a fazer a história antes da ficha. Sem exceções, sempre me diverti mais com personagens que fiz a história antes da ficha.

Por isso, jogadores de RPG que visitam este blog. Quando forem fazer um personagem que seja memorável para vocês, escolham um bom nome. A internet tem vários sites para ajudar, sendo que alguns estão em alguns tópicos mais antigos. Nomes em sindarin e quenya são divertidos, mas nem sempre viáveis.

Numa próxima oportunidade eu continuo com os nomes. E espero ser mais criativo com o artigo.

Até a próxima!

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