terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Jogos que marcaram minha juventude: D&D Tower of Doom e Shadow Over Mystara

Olá a todos! Este post é o primeiro de mais uma série. Desta vez, os “jogos que marcaram minha juventude”. Na minha época de pirralho, eu jogava quando podia, torrando fichas e horas nas máquinas, como Final Fight, Cadash, Knights of the Round, Teenage Mutant Ninja Turtles, The Simpsons, entre outros.

E vou começar com dois jogos que joguei bastante: D&D Tower of Doom e sua seqüência, Shadow Over Mystara. Ambos foram ambientados no mundo de campanha criado pelo finado Gary Gigax para o D&D 1ª edição. Ambos são jogos “beat-them-up” como Final Fight e Streets of Rage, um estilo bem comum a sua época.

Os dois jogos começam de um jeito bem gigaxiano, com os personagens se envolvendo logo de cara num combate para ajudar alguns azara... digo, personagens não-jogadores. Quem jogou o Temple of Elemental Evil para PC deve lembrar do esquema.

Tower of Doom
No primeiro jogo, o grupo de personagens selecionáveis era composto pelo Anão, Clérigo, Elfa e Guerreiro. A Capcom fez uma transição que considero boa às telas, dentro das limitações do jogo. A “mochila” de cada um tem espaço para adagas, flechas, frascos de óleo e martelos de arremesso. Vários inimigos típicos do D&D estão lá, como os kobolds pentelhos, os gnolls irritantes, trolls que teimam ficar vivos, ogros fortes e estúpidos, mortos vivos teimosos, trogloditas fedorentos, o beholder e sua maldita visão antimagia, até chegar no último chefe, Deimos o Lich. Diga-se de passagem, ele é muito chato, por ser imune a maioria das magias.

Shadow Over Mystara
Aqui que a coisa se torna interessante. Com uma mecânica melhorada e dois novos personagens, a Ladra e o Mago, os vários golpes especiais e de comando executados ao estilo Street Fighter fizeram com que o segundo jogo fosse muito mais divertido que seu predecessor.
O esquema de se escolher caminhos diferentes no decorrer do jogo continuava presente, mas dependendo do caminho, era possível pegar algumas das armas mais poderosas do jogo. E agora a presença de alguns personagens no grupo abria outros caminhos alternativos para seguir.

Falando em personagens, neste jogo havia um extra em cada um:
Todos os personagens possuem duas “versões”, com pequenas mudanças de aparência, roupas e até mesmo poderes. Era possível escolher dois personagens “iguais” no multiplayer. As mochilas tinham 6 espaços e itens podiam ser vendidos nas lojas. Havia um menu radial com os vários itens e personagens com magia podiam acessa-las usando salto para trocar de menu.
  • O Anão podia realizar um combo de golpes que prendia os sacos de pancada, isto é, segurava seus inimigos na sua seqüência de golpes. Fora outros golpes devastadores que faziam dele uma máquina de bater.
  • O Clérigo estava muito melhor, já que tinha a sua disposição um arsenal melhor de magias. E sua lista de magias mudava de acordo com a versão escolhida.
  • A Elfa era uma personagem bastante equilibrada entre espada, magia e arquearia. De fato, nesta versão ela tinha flechas ilimitadas e podia atirar 5 em uma seqüência rápida. E sua “morte vinda do céu” poderia continuar indefinidamente se o jogador soubesse reorienta-la após cada estocada.
  • O Guerreiro podia equipar qualquer arma do jogo, tais como espadas de duas mãos ou mesmo equipar uma espada curta para atacar com duas armas. O Guerreiro estava no jogo para espancar inimigos e era muito bom nisso!
  • A recém chegada Ladra era uma personagem mais complexa que os antigos, pois suas habilidades e sobrevivência dependiam bem mais da perícia do jogador que os outros. Mas dominar suas habilidades era recompensador: seu ataque ascendente terminava com um arremesso de frasco de óleo grande de brinde, tinha pedras de funda infinitas, podia arremessar pedras durante o pulo e era capaz de roubar itens dos inimigos. Roubar uma espada longa para ela é básico para mim, para compensar a espada curta que ela inicia.
  • E o Mago... se assoprar ele morre. Mas ele possui simplesmente as magias mais destruidoras do jogo, se ele chegar aos chefes com suas magias, eles não duram nada; fora o especial “Final Strike”, que só é possível com ele no grupo. Porém, ele é o personagem mais difícil de se manter vivo.
Detalhe importante sobre o Anão e a Elfa: Ambos param de evoluir logo no começo do jogo, mas isso não significa que fiquem muito atrás dos outros. O Guerreiro leva muito níveis para alcançar a pontuação de vida do Anão e precisa de equipamentos para se igualar o dano que o anão é capaz de causar. E a elfa pode equipar espadas longas e algumas das armas mais poderosas do jogo, como as espadas elementais.
Quanto aos monstros do jogo, além dos presentes no primeiro, aparecem também os elfos das sombras, os drows de Mystara. São uns tipos chatos, se teleportando para atacar por cima. A presença de dragões também é maior neste jogo; o anterior tinha apenas um dragão negro um tanto fraco, neste é possível encontrar quatro, inclusive a chefe final, uma dragoa vermelha. E como é comum em aventuras gigaxianas, era possível o personagem morrer instantaneamente se a estratégia correta não fosse usada contra os inimigos.
Então está aí, uma resenha “rápida” para matar as saudades! Agora tenho que decidir qual é o próximo jogo, que com certeza não será Battletoads; este aí ainda me dá arrepios só de lembrar que eu tinha que memorizar o caminho e o tempo para passar de fase.
Até a próxima!


Ps.: O jogo foi feito pela Capcom e o D&D é propriedade da Hasbro e blá, blá, blá, copyright, blá, blá, blá. Vocês já conhecem a ladainha.


Um comentário:

Caetano disse...

ah, jogo bom...