sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Feliz Ano Novo! De novo!

Pois é. Passou o carnaval e só agora a maioria dos serviços realmente toma jeito que o ano começou. Para mim, passadas (quase) todos os pagamentos de taxas, alguma coisa vai voltar ao normal por aqui. Como os impostos não esperam, até por causa do próprio nome que tem, eu não tive como atualizar normalmente.

Então, para esquentar, aí vai uma placa motivacional ao estilo da blogosfera copiadora que temos neste Brasil. Copiadora porque eu já conheço isso faz uma era no 4chan:

motivatorrickashley

Na real, é estranho como essas modinhas chegam tão atrasadas. A do “fffffffffffff*ck” é outra sendo mal executada e como sou contra correntes e “bandwagons”, postei essa só por ela me ter feito rir dos filmes do Bond que não colam mais. Me chamem de antiquado, mas eu prefiro a época do Sean Connery.

Na próxima… Ou vai o artigo sobre o arcade velho de guerra das TMNT ou o que estou assistindo. Preciso escolher.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Tradução Show!

Para variar um pouco, enquanto não junto material para o próximo artigo dos jogos que marcaram minha juventude, fui reparar numa esquisitice enquanto fazia manutenção num banco de dados:

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Eu não reclamo tanto assim, mas que diacho é isso? Eu sei que a Sun só tem feito besteira com o mySQL, mas isso? Como eu gostaria que os criadores deste banco de dados escolhessem um nome melhor para o novo projeto deles.

Até a próxima!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Jogos que marcaram minha juventude: D&D Tower of Doom e Shadow Over Mystara

Olá a todos! Este post é o primeiro de mais uma série. Desta vez, os “jogos que marcaram minha juventude”. Na minha época de pirralho, eu jogava quando podia, torrando fichas e horas nas máquinas, como Final Fight, Cadash, Knights of the Round, Teenage Mutant Ninja Turtles, The Simpsons, entre outros.

E vou começar com dois jogos que joguei bastante: D&D Tower of Doom e sua seqüência, Shadow Over Mystara. Ambos foram ambientados no mundo de campanha criado pelo finado Gary Gigax para o D&D 1ª edição. Ambos são jogos “beat-them-up” como Final Fight e Streets of Rage, um estilo bem comum a sua época.

Os dois jogos começam de um jeito bem gigaxiano, com os personagens se envolvendo logo de cara num combate para ajudar alguns azara... digo, personagens não-jogadores. Quem jogou o Temple of Elemental Evil para PC deve lembrar do esquema.

Tower of Doom
No primeiro jogo, o grupo de personagens selecionáveis era composto pelo Anão, Clérigo, Elfa e Guerreiro. A Capcom fez uma transição que considero boa às telas, dentro das limitações do jogo. A “mochila” de cada um tem espaço para adagas, flechas, frascos de óleo e martelos de arremesso. Vários inimigos típicos do D&D estão lá, como os kobolds pentelhos, os gnolls irritantes, trolls que teimam ficar vivos, ogros fortes e estúpidos, mortos vivos teimosos, trogloditas fedorentos, o beholder e sua maldita visão antimagia, até chegar no último chefe, Deimos o Lich. Diga-se de passagem, ele é muito chato, por ser imune a maioria das magias.

Shadow Over Mystara
Aqui que a coisa se torna interessante. Com uma mecânica melhorada e dois novos personagens, a Ladra e o Mago, os vários golpes especiais e de comando executados ao estilo Street Fighter fizeram com que o segundo jogo fosse muito mais divertido que seu predecessor.
O esquema de se escolher caminhos diferentes no decorrer do jogo continuava presente, mas dependendo do caminho, era possível pegar algumas das armas mais poderosas do jogo. E agora a presença de alguns personagens no grupo abria outros caminhos alternativos para seguir.

Falando em personagens, neste jogo havia um extra em cada um:
Todos os personagens possuem duas “versões”, com pequenas mudanças de aparência, roupas e até mesmo poderes. Era possível escolher dois personagens “iguais” no multiplayer. As mochilas tinham 6 espaços e itens podiam ser vendidos nas lojas. Havia um menu radial com os vários itens e personagens com magia podiam acessa-las usando salto para trocar de menu.
  • O Anão podia realizar um combo de golpes que prendia os sacos de pancada, isto é, segurava seus inimigos na sua seqüência de golpes. Fora outros golpes devastadores que faziam dele uma máquina de bater.
  • O Clérigo estava muito melhor, já que tinha a sua disposição um arsenal melhor de magias. E sua lista de magias mudava de acordo com a versão escolhida.
  • A Elfa era uma personagem bastante equilibrada entre espada, magia e arquearia. De fato, nesta versão ela tinha flechas ilimitadas e podia atirar 5 em uma seqüência rápida. E sua “morte vinda do céu” poderia continuar indefinidamente se o jogador soubesse reorienta-la após cada estocada.
  • O Guerreiro podia equipar qualquer arma do jogo, tais como espadas de duas mãos ou mesmo equipar uma espada curta para atacar com duas armas. O Guerreiro estava no jogo para espancar inimigos e era muito bom nisso!
  • A recém chegada Ladra era uma personagem mais complexa que os antigos, pois suas habilidades e sobrevivência dependiam bem mais da perícia do jogador que os outros. Mas dominar suas habilidades era recompensador: seu ataque ascendente terminava com um arremesso de frasco de óleo grande de brinde, tinha pedras de funda infinitas, podia arremessar pedras durante o pulo e era capaz de roubar itens dos inimigos. Roubar uma espada longa para ela é básico para mim, para compensar a espada curta que ela inicia.
  • E o Mago... se assoprar ele morre. Mas ele possui simplesmente as magias mais destruidoras do jogo, se ele chegar aos chefes com suas magias, eles não duram nada; fora o especial “Final Strike”, que só é possível com ele no grupo. Porém, ele é o personagem mais difícil de se manter vivo.
Detalhe importante sobre o Anão e a Elfa: Ambos param de evoluir logo no começo do jogo, mas isso não significa que fiquem muito atrás dos outros. O Guerreiro leva muito níveis para alcançar a pontuação de vida do Anão e precisa de equipamentos para se igualar o dano que o anão é capaz de causar. E a elfa pode equipar espadas longas e algumas das armas mais poderosas do jogo, como as espadas elementais.
Quanto aos monstros do jogo, além dos presentes no primeiro, aparecem também os elfos das sombras, os drows de Mystara. São uns tipos chatos, se teleportando para atacar por cima. A presença de dragões também é maior neste jogo; o anterior tinha apenas um dragão negro um tanto fraco, neste é possível encontrar quatro, inclusive a chefe final, uma dragoa vermelha. E como é comum em aventuras gigaxianas, era possível o personagem morrer instantaneamente se a estratégia correta não fosse usada contra os inimigos.
Então está aí, uma resenha “rápida” para matar as saudades! Agora tenho que decidir qual é o próximo jogo, que com certeza não será Battletoads; este aí ainda me dá arrepios só de lembrar que eu tinha que memorizar o caminho e o tempo para passar de fase.
Até a próxima!


Ps.: O jogo foi feito pela Capcom e o D&D é propriedade da Hasbro e blá, blá, blá, copyright, blá, blá, blá. Vocês já conhecem a ladainha.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Gaming Day de lançamento do Player’s Handbook 2

Notícia aleatória para os que curtem o D&D 4, ou os que simplesmente gostam dos eventos de RPG.products_dndacc_9780786950164_lgpic

O evento está longe ainda, mas é sempre bom avisar com  antecedência. Aqui em Joinville, Santa Catarina é provável que ocorra no dia 22 de março (domingo), devido ao encontro de datas de eventos no sábado.

Mas do que se trata realmente este evento? Bem, pura e simplesmente é o evento de comemoração do lançamento do segundo livro do jogador do D&D 4 para os estadunidenses.

E o que ele tem? Além da minha sensação de caça níquel, ele possui as regras do D&D 4 para 8 classes e 5 raças“novas”. A lista inclui:

Classes:

  • Avenger (vingador?)
  • Barbarian (bárbaro)
  • Bard (bardo)
  • Druid (druida)
  • Invoker (invocador?)
  • Shaman (xamã)
  • Sorcerer (feiticeiro)
  • Warden (protetor?)

Raças

  • Gnomos
  • Meio-Orcs
  • Shifters

Não sei quais são as duas raças faltantes, mas estou desconfiado que tenha algo a ver com os warforged.

Quanto ao evento mesmo, estou organizando de novo, mas não vou preparar tantas mesas, apenas duas. Mais adiante devo ter mais informações, então fiquem ligados!

Até a próxima!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O problema dos nomes élficos, parte 2

Bem, eu não esperava um deslize deste tamanho, mas acontece. A falta de motivação é grande, mas o jeito é ir em frente! Desculpe a demora, pessoal!

Voltando ao assunto dos nomes élficos, o problema de usar Sindarin ou mesmo Quenya e que muitos nomes usados atualmente podem virar apenas um nome nestas linguagens. Do outros artigo, o melhor exemplo é Elisabete, que possui uma multitude de versões: Bettina, Eilis, Elina, Elisabeth, Elizabeth, Elisa, Elly, Elsa, Lisa, Lisette, entre várias outras. E todas caindo em Erunweth (ou Erunwethril).

Mas antes de continuar, os mais observadores devem ter percebido que o texto para Gustavo ficou estranho. Na verdade o texto deveria passar a versão em Qenya para o nome e eu ia tentar explicar uma possível versão em Sindarin. Mas como o nome é complicado, vou tentar improvisar:
Eu encontrei na Valinor, uma tentativa de tradução do nome, mas longe de ser correta, já que passaram ao tradutor um sentido errôneo ao nome. Gustavo vem do Nórdico Antigo, com as palavras gautr "godo" e stafr "cajado, cetro", sendo que gautr era uma referência dos godos a eles mesmos, como povo, então...

Vandil (cajado) + gwaith (povo) ~ Vandilwaith

O "do" de "cajado do povo" pode ser ignorado por ser uma palavra composta. Bem, tenho que admitir que por ser um nome de origem alemã, acabei fazendo esse nome élfico com jeito alemão: juntar tudo e depois tentar pronunciar. E olha que fica uma coisa meio "vandilvaif", mas o W é com som de U mesmo.

Feitas as devidas correções, afora ao que eu devia passar dessa vez: Elfos com nomes humanos.

E escolhi uma personagem de jogos para tanto. Na verdade são duas, a Lucia e a Kayla dos jogos da Capcom baseados no D&D 1ª edição. Na imagem, a Lucia está de verde e a Kayla de azul. São basicamente a mesma personagem, já que é uma que as skins não tem habilidades diferentes entre si no antigo jogo beat-them-up "D&D: Shadow Over Mystara".
Se formos reparar (e pesquisar) bem os nomes delas, veremos que são nomes bem humanos. O caso da Lucia é fácil; este é um nome muito comum em vários países e vem do latim para "luz". E faz sentido, já que os elfos nórdicos tradicionais eram chamados de "elfos da luz"; não sei se o pessoal da Capcom pesquisou isso, mas acho bastante provável. Já a Kayla é mais complicada; parece ser do iidiche, que por sua vez vem do hebraico Kelila "Coroa de Louros". Eu diria até que o nome é bem próprio. Nas artes onde as duas estão juntas, a Lucia está sempre alegre e a Kayla, altiva/séria/desinteressada, basicamente uma "elfa nobre".

E porque dessa ladainha toda para explicar o nome delas? Bem, ao meu ver, é mais legal um personagem com um nome interessante; melhor ainda se souber que ele tem e faz sentido. Como gosto de montar personagens que vão além do papel cheio de anotações, tendo a fazer a história antes da ficha. Sem exceções, sempre me diverti mais com personagens que fiz a história antes da ficha.

Por isso, jogadores de RPG que visitam este blog. Quando forem fazer um personagem que seja memorável para vocês, escolham um bom nome. A internet tem vários sites para ajudar, sendo que alguns estão em alguns tópicos mais antigos. Nomes em sindarin e quenya são divertidos, mas nem sempre viáveis.

Numa próxima oportunidade eu continuo com os nomes. E espero ser mais criativo com o artigo.

Até a próxima!