sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Como escolher nomes de personagens para RPG: parte 4 – Resumão e outros detalhes

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Mais um texto longo e estou testando o Live Writer. Qualquer coisa, postem comentários! Não tenho como adivinhar se vocês estão gostando dessa série. Só sei que as visitas aumentaram. :)

Nomes em obras de ficção em geral tem alguma inspiração em nomes reais, já que é praticamente impossível criar algo sem algum embasamento. Não estou defendendo o plágio, mas como um sábio uma vez disse “escondo muito bem as minhas fontes”. Mas esse não é o caso nesta série de artigos.

nomes_aliens

Mesmo os nomes de línguas fictícias guardam alguma semelhança com os nomes de línguas reais, ou mesmo são idênticos às línguas usadas como base. Às vezes não é intencional, mas pode ser preguiça, cara-de-pau ou uma combinação de tudo isso que se possa imaginar.

Após um tempo criando ou procurando nomes para personagens, já que passo a maior parte das vezes narrando e crio muitos personagens, acabei adotando meio que uma norma um tanto inconsciente para alguns tipos de personagem:

  • Nomes de origem grega, celta, franca ou nórdica para os elfos tradicionais, também chamados de elfos nobres, elfos da luz, aqueles loiros.

  • Nomes germânicos, nórdicos e eslavos para anões; nomes celtas, eslavos e afins para anãs.

  • Nomes latinos e celtas para gnomos e halflings; é, eu tenho uma visão mais animada e barulhenta desses dois. E sim, eu imagino a bagunça que seria um jogo de truco com gnomos e halflings.

E agora com algo completamente diferente... Ou não.

Até o momento não toquei nos nomes para outros tipos de personagens, como gigantes, dragões, lobisomens… e alienígenas.

  • Como os gigantes estão presentes em lendas pelo mundo todo, nem me estresso muito; globais como são, utilizo nomes humanos mesmo, dando preferência apenas a sua região de origem. E isso inclui os Trolls e Ogros de Changeling: O Sonhar, de D&D, de GURPS e outros sistemas que permitem jogar com raças gigantes.

  • Lobisomens na maioria dos sistemas não usam nomes diferentes entre as suas formas, com a principal exceção sendo o Lobisomem: O Apocalipse/Os Destituídos. Não sei exatamente com está o Destituídos, mas no Apocalipse, cada lobisomem/personagem possuía um nome de guerra. Já ouvi coisas sofríveis, que não vou exemplificar. A dica é semelhante a que dei para os anões: pegue um conceito, uma idéia e transforme num nome. Como os autores se centraram nos índios norte-americanos, nomes como “Garra Feroz”, “Viajante das Trilhas” e “Olhos Profundos” não seriam estranhos. Mas como lobos existem em quase todos os cantos do mundo, o uso de nomes humanos mesmo não está descartado.

  • O livro Thri-Kreen of Athas possui, o que considero, um dos melhores guias de nomes e pronúncia para uma raça não-humanóide/alienígena que já encontrei. É para o AD&D 2ª edição, mas serve muito bem para outros sistemas, por ser bastante descritivo. Mas como as outras raças alienígenas, quase qualquer coisa que inventar está valendo, a não ser que queira se preciso, como em Star Wars, que tem seu suplemento sobre as suas bizarrices.

  • Dragões são uma coisa a parte. Os autores da Wizards of the Coast, nisso se incluem os de D&D e Magic: The Gathering, tem sempre idéias malucas para nomes de dragões. Nicol Bolas, Teneb e Oros são alguns dos exemplos mais simples de nomes de dragão que eles produziram. E nem me atrevo a lembrar os de Dragonlance, que são terrivelmente longos. Já os dragões de lendas como Ouroboros e Fafnir (que na verdade é um gigante), usam nomes que fazem sentido nas línguas que originaram suas lendas. Então, use o nome que lhe convier e soar poderoso; mas se quiser, procure por algum nome obscuro e de preferência poderoso à criatura mais emblemática da fantasia ocidental. Não que o D&D faça justiça a eles na 3ª edição, mas pelo menos coloque um nome bom!

Termino aqui com este post. A não ser que alguém peça outro artigo sobre nomes, este é o último.

Até a próxima!

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