terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Tempo para "Descansar"

Foi mal, pessoal!

Acabei não avisando que eu ia dar um tempo no final de ano, mas antes tarde do que nunca!



Como ninguém se manifesta nas enquetes, eu acabou perdendo mais tempo me decidindo e no fim eu liguei o "dane-se". O que vier à cabeça vai pro blog.

Estou mestrando de vez em quando e é muito provável que as pérolas de algum jogador possam aparecer. Nada tão incrível, mas que devem garantir algumas risadas.

Quanto aos motivadores que tenho postado. Não considero isso modinha, pois conheço isso a uns bons 6 anos, mas apenas em inglês. Só agora é que resolvi traduzi-las e vou dar preferência às de RPG. Essa, por exemplo, é com um desenho do Luis Royo; e só posso dizer o seguinte: o cara é foda!

Até a próxima, possivelmente ano que vem!


quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Placa (Des)Motivacionais RPGistas

Aproveitando que estou fazendo/traduzindo algumas placas para o Muita Pimenta, aí vão algumas mais próprias para o nosso contexto:

ambientacao

aventurasparalelas

esperar

narracao

veiculo

Foi meio corrido, mas deve estar legal.

Até a próxima!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Um Mundo de Aventuras: parte 8 – Gigantes

Creative Commons License Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Agora é a vez dos gigantes. Estão presentes na grande maioria das lendas pelo mundo, mas não encontrei referências aos gigantes no folclore brasileiro. Mesmo assim e como muita coisa “genuinamente brasileira” é na verdade importada. A referência mais próxima de gigantes nas Américas que encontrei está no Popol Vuh, o texto (ou melhor, parte dele) com os mitos de criação dos maias.

fbad

Mas o ponto aqui é sobre o mundo de campanha da Terra Nova. A maioria dos seus povos gigantes não é nativa do continente. Quando os humanos e elfos vieram do Velho Continente, trouxeram consigo alguns dos povos gigantes consigo. Mas nem todos; alguns conseguiram chegar por conta própria, pois dominavam o conhecimento necessário para viajar.

Deste os que fizeram da Terra Nova a sua terra, estão:

  • Minotauros: Estes chegaram por conta própria, pois sua presença não era bem vinda no Velho Continente. Sua reputação de canibais e violentos ao extremo os restringiu às nações insulares do continente; mesmo que nem todos sejam canibais, o pavio curto deles é comum demais para o gosto de qualquer outro povo.
  • Ogros: São conhecidos como sendo o tipo de gigante mais estúpido, e o ambiente da Terra Nova não foi clemente. Após um período vagando pela região leste do continente, os ogros se concentraram na região mais ao sul, com clima mais ameno.
  • Trolls: Divididos entre Trolls das Rochas, de pele acinzentada e Trolls degenerados, totalmente esverdeados. São um povo dividido entre estes dois grupos, que não se dão bem na melhor das hipóteses, ou vivem em guerra total, na pior. Os primeiros preferem regiões montanhosas para viver e os últimos, pantanosas. Apenas suas preferências de moradia faz com que evitem que entrem em combate constantemente.

Pensando bem, não me concentrei muito em definir esse pessoal. É difícil ver algum jogador fazer um personagem como esses, já que dou preferência a personagens iniciais com pontuação mais baixa/nível mais baixo. E porque estou meio sem idéias para artigos sobre o mundo de campanha que constantemente desenvolvo, ainda mais em áreas que nem cheguei a rascunhar direito.

Bem, até a próxima, que deve ser ou mais sobre os nomes ou criação de mundo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

“Como são as coisas” ou “Próximas atrações”

Bem, como de costume, venho postar algumas idéias e possíveis atualizações.

Como coloquei na enquete esta semana, quero saber a opinião, quase sempre não participativa, sobre as próximas postagens. Desde que o blog surgiu a um mês e meio, não houve sequer um comentário, mesmo que eu já tenha mais de 120 visitantes únicos.

anonymous

E esses visitantes são o motivo deste motivacional. Vocês não postam, vocês não votam em enquetes, apenas chegam, lêem (ou não) e vazam.

E dando um tempo no “discurso retórico” (que tradução de “rant”), agora aos próximos posts. Das duas, uma: Ou dou prosseguimento aos artigos de nomes para personagens ou falo sobre a criação de mundos de campanha. Ambos seguindo a premissa deste blog de lançar artigos genéricos, servindo para vários sistemas de role-playing games.

Somando a isso, estou preparando mais um artigo da série “Um Mundo de Aventuras”.

Bem, por enquanto é só. Até a próxima!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Como escolher nomes de personagens para RPG: parte 4 – Resumão e outros detalhes

Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Mais um texto longo e estou testando o Live Writer. Qualquer coisa, postem comentários! Não tenho como adivinhar se vocês estão gostando dessa série. Só sei que as visitas aumentaram. :)

Nomes em obras de ficção em geral tem alguma inspiração em nomes reais, já que é praticamente impossível criar algo sem algum embasamento. Não estou defendendo o plágio, mas como um sábio uma vez disse “escondo muito bem as minhas fontes”. Mas esse não é o caso nesta série de artigos.

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Mesmo os nomes de línguas fictícias guardam alguma semelhança com os nomes de línguas reais, ou mesmo são idênticos às línguas usadas como base. Às vezes não é intencional, mas pode ser preguiça, cara-de-pau ou uma combinação de tudo isso que se possa imaginar.

Após um tempo criando ou procurando nomes para personagens, já que passo a maior parte das vezes narrando e crio muitos personagens, acabei adotando meio que uma norma um tanto inconsciente para alguns tipos de personagem:

  • Nomes de origem grega, celta, franca ou nórdica para os elfos tradicionais, também chamados de elfos nobres, elfos da luz, aqueles loiros.

  • Nomes germânicos, nórdicos e eslavos para anões; nomes celtas, eslavos e afins para anãs.

  • Nomes latinos e celtas para gnomos e halflings; é, eu tenho uma visão mais animada e barulhenta desses dois. E sim, eu imagino a bagunça que seria um jogo de truco com gnomos e halflings.

E agora com algo completamente diferente... Ou não.

Até o momento não toquei nos nomes para outros tipos de personagens, como gigantes, dragões, lobisomens… e alienígenas.

  • Como os gigantes estão presentes em lendas pelo mundo todo, nem me estresso muito; globais como são, utilizo nomes humanos mesmo, dando preferência apenas a sua região de origem. E isso inclui os Trolls e Ogros de Changeling: O Sonhar, de D&D, de GURPS e outros sistemas que permitem jogar com raças gigantes.

  • Lobisomens na maioria dos sistemas não usam nomes diferentes entre as suas formas, com a principal exceção sendo o Lobisomem: O Apocalipse/Os Destituídos. Não sei exatamente com está o Destituídos, mas no Apocalipse, cada lobisomem/personagem possuía um nome de guerra. Já ouvi coisas sofríveis, que não vou exemplificar. A dica é semelhante a que dei para os anões: pegue um conceito, uma idéia e transforme num nome. Como os autores se centraram nos índios norte-americanos, nomes como “Garra Feroz”, “Viajante das Trilhas” e “Olhos Profundos” não seriam estranhos. Mas como lobos existem em quase todos os cantos do mundo, o uso de nomes humanos mesmo não está descartado.

  • O livro Thri-Kreen of Athas possui, o que considero, um dos melhores guias de nomes e pronúncia para uma raça não-humanóide/alienígena que já encontrei. É para o AD&D 2ª edição, mas serve muito bem para outros sistemas, por ser bastante descritivo. Mas como as outras raças alienígenas, quase qualquer coisa que inventar está valendo, a não ser que queira se preciso, como em Star Wars, que tem seu suplemento sobre as suas bizarrices.

  • Dragões são uma coisa a parte. Os autores da Wizards of the Coast, nisso se incluem os de D&D e Magic: The Gathering, tem sempre idéias malucas para nomes de dragões. Nicol Bolas, Teneb e Oros são alguns dos exemplos mais simples de nomes de dragão que eles produziram. E nem me atrevo a lembrar os de Dragonlance, que são terrivelmente longos. Já os dragões de lendas como Ouroboros e Fafnir (que na verdade é um gigante), usam nomes que fazem sentido nas línguas que originaram suas lendas. Então, use o nome que lhe convier e soar poderoso; mas se quiser, procure por algum nome obscuro e de preferência poderoso à criatura mais emblemática da fantasia ocidental. Não que o D&D faça justiça a eles na 3ª edição, mas pelo menos coloque um nome bom!

Termino aqui com este post. A não ser que alguém peça outro artigo sobre nomes, este é o último.

Até a próxima!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Enquete sobre os artigos

Bem, como parece que não vai haver nenhum voto, vou ver o que posto nos próximos dias.

Não é por falta de visitantes... Está certo que ninguém nunca comentou, mas esperava que pelo menos escolhessem alguma opção. Parece que devo ignorar e postar qualquer coisa.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Como escolher nomes de personagens para RPG: parte 3 ½

Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Um detalhe que esqueci no artigo anterior são os nomes para mulheres do povo anão.


Os Eddas, até onde li, não especifica nomes para elas e fica implícito que usam o mesmo padrão de nomes que eles. O fato de virtualmente não haver diferença aparente entre os sexos nas lendas nórdicas não ajuda em nada. Então, se o(a) jogador(a) prefere precisão, vai escolher os nomes clássicos.

Mas como não é o caso da maioria, escolher nomes que soem femininos é a escolha normal. Se for para manter alguma semelhança aos Eddas, os nomes islandeses são os mais próprios, já que a língua local possui poucas diferenças da época que o futhark era uma língua viva.

Normalmente utilizo uma idéia levemente alterada que uso para os elfos jovens ao planejar nomes para anãs. Uso nomes que já caíram em desuso, altero a gosto, mas não alterando demais para que anida façam sentido. Exemplos seriam:

  • Áine, do gaélico, que significa “radiância”.
  • Brianna, do irlandês, que significa “nobre do monte”.
  • Naida, do croata, possivelmente significa “esperança”
  • Verena, do alemão, possivelmente vindo do latim verus “verdadeiro”.
A escolha de nomes que faço não é muito diferente dos que acontece com os anões, mas a ênfase fica mais para características de comportamento ou que são herdadas de seus pais. Mas uma coisa que reparei é que os nomes que escolho: sempre tem um “a” em algum lugar no nome. Isso se tornou um costume sem eu saber, assim como a ausência desta letra nos nomes dos anões, que costumam ter “i” e “o”, às vezes como única vogal no nome, ao contrário das anãs, sempre cheias de vogais.

Isso deve fechar o artigo sobre nomes de anões. Até a próxima!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Como escolher nomes de personagens para RPG: parte 3

Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.


Esses são uns caras complicados para achar uma referência para nomes:

Como escolher um bom nome para o seu personagem anão?

Um motivador aleatório para animar o texto!

Muitos escolhem os nomes prontos presentes no Livro do Jogador do D&D nª edição. É uma solução, mas não satisfaz a todos, eu incluído. Por aqui, os nomes presentes n'O Hobbit são em sua maioria evitados, a exceção do Thorin Escudo-de-Carvalho. Em se tratando de Tolkien, ele nos oferece alguns nomes, mas longe de ser exaustivo como foi com os elfos.

Então o que fazer?

Uma solução, que também foi usada por Tolkien, é ver a mitologia que mais influenciou os anões de RPG: a Nórdica. Dela temos um fragmento do Vöpuspá, que apresenta a Dvergatal, uma lista de nomes da linhagem de anões. Notem que o “v” aqui tem som de “u” e os “Þ” funciona como um “th”. Os nomes entre chaves não estão presentes no manuscrito Konungsbók, mas foram adicionados depois no Hauksbók. Tradução livre, então não reclamem muito se está certo ou não.

"11-12. Nýi e Niði, Norðri e Suðri, Austri e Vestri, Alþjófr, Dvalinn, Bífurr, Báfurr, Bömburr, Nóri, Án e Ánarr, Ái, Mjöðvitnir, Veigr e Gandalfr, Vindalfr, Þráinn, Þekkr e Þorinn, Þrór, Litr e Vitr, Nár e Nýráðr, Reginn e Ráðsviðr — agora eu tenho dito a lista dos Dvergar corretamente.
13-15. Fili, Kili, Fundinn, Náli, Hepti, Víli, Hanarr, Svíorr, {Nár e Náinn, Nípingr, Dáinn, Billingr, Brúni, Bíldr e Búri}, Frár, Hornbori, Frægr e Lóni, Aurvangr, Jari, Eikinskjaldi.
14-16. Para dizer o ditado, os Dvergar na geração de Dvalinn eram [como] uma raça de leões [conquistadores] até [a geração de] Lofarr. Eles buscaram assentamentos desde os salões de pedra [até] Aurvangr (“lote de lama”) até Jöruvöllr. Havia Draupnir e Dolgþrasir, Hár, Haugspori, Hlévangr, Glóinn, {Dóri, Óri, Dúfr, Andvari,} Skirvir, Virvir, Skáfiðr, Ái, Álfr e Yngvi, Eikinskjaldi, Fjalarr e Frosti, Finnr and Ginnarr. Então [eles serão] lembrados enquanto as eras [dos humanos] viverem, a lista da longa descendência [dos ancestrais] de Lofarr."

Se reparar bem, vários dos nomes desta lista estão nas obras de Tolkien com pouca alteração. Pesquisando mais a fundo, os anões e os elfos possuem uma associação tão forte nos Eddas que em alguns momentos ambos são considerados como sendo um único povo. Isso faz com que elfos tenham nomes “de anões” e anões com nomes “de elfos”. Mas esta lista já dá uma base de como podem ser montados.

A dica neste caso é montar o nome baseado numa palavra que represente bem o personagem. Exemplo é o nome dos dois que são usados para criação dos anões no mito nórdico, após a morte do gigante primordial Ymir. Os nomes Brimir e Bláinn significam “Razante” e “Azul”, respectivamente. Aqui, boa parte dos nomes dos anões se referem a coisas simples, que é o contrário do que os autores pós-Tolkien fizeram, copiando/alterando a fórmula proposta pelo professor e colocar um sobrenome a lá “Thorin Escudo-de-Carvalho”, como é o caso do "Bruennor Martelo-de-Batalha", personagem do autor R. A. Salvatori.

Não que a fórmula seja totalmente ruim e não possa ser usada, mas o uso excessivo pode cansar. E também vale a fórmula usada nos elfos de usar nomes reais com pouca ou nenhuma alteração. A preferência, no meu caso, é usar nomes funcionais, pois se tem algo que os anões são bons, é no trabalho manual. Nomes ligados à profissão ou outro costume que o personagem tenha ajudam a definir o personagem.

Uma regra que Tolkien fez para si mesmo foi usar uma estrutura semítica para os nomes. Para ele, cada nome de anão deveria ter três consoantes. Não funciona para todos os nomes da lista Dvergatal, mas foi a solução dele. No meu caso, uso nomes de várias origens, não apenas as escandinavas; inclui também os celtas, alemães e de outras regiões que possuem lendas de povos semelhantes aos anões. Lembrando que os anões nem sempre foram retratados como mais baixos que os humanos; houve época em que eles tinham a mesma estatura que humanos nas lendas.

Por enquanto é só. É provável que eu coloque pelo menos mais um artigo desses e só depois retomo à série de povos.