domingo, 2 de novembro de 2008

Um Mundo de Aventuras: parte 4b – Elfos

Continuando com os artigos, agora o 2º dos elfos da Terra Nova.

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Sociedade

Muitos consideram os elfos na Terra Nova como um povo parado no tempo, mas isso é uma meia-verdade. As várias etnias possuem características bem distintas.

Governo

A forma como os elfos da luz se organizam corrobora esta atitude; vivendo em um reino seguindo os modelos feudais, o Reino da Jóia Cintilante é uma monarquia feudal com um forte conselho de governadores, que determinam as leis e as aplicam, sendo efetivamente legislativo e judiciário ao mesmo tempo. E a escravatura é comum, representando mais de 60% da população nos feudos de alguns governadores. As relações com as outras nações élficas é difícil para dizer o mínimo, principalmente devido à seu anacronismo milenar.

O país dos elfos da prata era uma monarquia tecnocrata até uma recente revolução. Seu monarca fantoche, que seguia as ordens da Jóia Cintilante, foi morto durante os distúrbios e três facções lutam pelo controle do antigo Reino Fortaleza, as atuais Terras Altas. Uma facção que tenta instaurar uma realeza nos moldes da Jóia Cintilante, outra uma república parlamentarista e a terceira se estruturou como uma meritocracia governada por um conselho de líderes, com forte apoio da Liga do Comércio.

Os elfos da floresta atualmente não se preocupam tanto com reinos. Depois da queda do único reino que possuíam, agora eles se organizam com pequenos governos regionais independentes, com um conselho de líderes regionais. Quase se constitui uma anarquia, salvo que se assemelha bastante com a organização da facção meritocrata dos elfos de prata. A exceção são Coração da Floresta e Vale do Aventureiro, regiões onde vários povos convivem e são governadas por conselhos formados por seus membros mais ilustres.

Várias formas de governo convivem em meio aos elfos das profundezas, mas a forma mais presente é a de clãs. Por algum tempo vários clãs convivem numa forma de monarquia na Cidade-Subterrânea, até que os conflitos dos elfos da prata também os atingissem. Sua monarquia caiu, mas os clãs sobreviveram e se espalharam. Outra região atingida por estes conflitos foram as Vilas Altas, no território dos elfos da prata. Antes organizados de forma tribal, muitos abandonaram essas tradições e buscaram auxílio com os elfos da floresta, que após alguns conflitos, os receberam em suas regiões principais. A maioria dos elfos das profundezas compartilham das idéias de liberdade dos elfos da floresta e alados, mas pelo menos dois dos cinco clãs remanescentes mantêm a visão escravagista dos elfos da luz.

Os elfos do sul estão divididos em seis regiões (Águas Negras, Ilhas Fendidas, Lagoa Escura, Lagoa Reluzente, Picos Uivantes e Sussurros Perdidos). A maioria evita viver em vilas grandes, exceto na Lagoa Escura, que é uma cidade portuária muito visitada por outros povos. Mas todos tem em comum o governo através de um conselho, com pelo menos um militar de terra, um militar de mar e um curandeiro sempre fazendo parte, além de um prefeito, que tem a palavra final. À maioria das vilas apenas isso basta para governar. Os elfos das outras regiões evitam o contato excessivo com outros povos, principalmente o humano, após a destruição da sétima vila, no Bosque dos Vinhedos, que agora é um planalto desertificado.

O governo dos elfos alados segue uma estrutura militar, muito semelhante aos moldes do militarismo. Isso se deve ao fato que este povo é o que recebe ataques com base mais regular. Dragões, bestas aladas e principalmente caçadores humanos em máquinas voadoras são seus inimigos mais freqüentes, mas já ocorreram ataques vindos dos elfos da luz da Jóia Cintilante. Isso faz com que muitos elfos alados escolham aves de rapina com seus símbolos e animais de poder. Isso não significa que este povo seja ávido pela guerra, mas sempre preparado quando ela vier até eles. Após uma série de erros cometidos no passado, se tornou muito raro o surgimento de algum líder impulsivo ou faminto por batalhas.



Magia e Psiquismo

A magia é algo natural aos elfos e é tratada como tal, ao contrário dos humanos. E as habilidades psíquicas são tratadas da mesma forma, mesmo que sejam relativamente novas em sua cultura.

Cada povo tem uma visão diferente sobre a magia, mas uma é quase unânime: não a necromancia. Os elfos do sul são os que mais a estudam e em sua maioria o fazem para combate-la; sempre há alguém que tente fazer outros usos, mas o banimento é o menor dos castigos, pois aquele que fizer mal uso acaba marcado para sempre. Outro tipo de magia que gera desconfiança são as mágicas da mente; sempre uma tentação aos sedentos pelo poder, os elfos sabem que se mal utilizada, esse tipo de magia sempre gera choques de retorno. Mesmo que aparente ser bem sucedida e sem efeitos colaterais, para eles, as mágicas da mente são como imã de desgraças quando abusadas.

As preferências dos elfos em geral caem nas mágicas elementais, quase sempre havendo alguma afinidade a algum dos quatro elementos clássicos (água, ar, fogo e terra). Alguns elfos da luz abominam as mágicas de fogo, domínio de muitos elfos da floresta; vários elfos das profundezas tem grande afinidade por terra e é muito comum o domínio do ar aos elfos alados. Mas há exceções, como os elfos da prata com afinidade ao metal, um elemento do sistema oriental de elementos e “elfos orientais” e elfos da floresta com afinidade à madeira ou ao vazio/espírito. Este último é muito desacreditado por vários usuários de magia, mas é difícil nega-lo após enfrentar um adepto deste elemento. Ele é raro até mesmo entre os elfos, mas seu poder é inegável. Outro destaque é a grande concentração de magia sensorial; quase todo indivíduo conhece pelo menos uma mágica sensorial e essa é uma escolha muito comum entre as mulheres.

O psiquismo é conhecido a algum tempo pelos elfos, mas de forma alguma é tão comum quanto a magia. A grande diferença entre eles e os humanos é que eles não fazem muita diferenciação entre magia e psiquismo. Percepção extra-sensorial é de longe o poder mais comum, mas a telepatia, a psicocinese, o psicoteleporte, a cura psíquica projeção astral e a eletrocinese são mais incomuns. O vampirismo psíquico, além de muito raro, é considerado uma abominação e o indivíduo é facilmente detectar pela assinatura psíquica. E um detalhe à projeção astral: ao contrário dos livros de regras, o corpo astral é indestrutível, assim como o seu cordão, isto é, não se mata alguém através do corpo astral.

Elfos da luz tem visões diferentes: Na jóia Cintilante seu uso é proibido, mas os elfos da luz de outras regiões já produziram telepatas e psicocinéticos poderosos.
Elfos da prata normalmente não mostram seu psiquismo, mas alguns se destacam na psicocinese e eletrocinese.

Dos elfos da floresta são conhecidos pelos usos explosivos da psicocinese e pelos anti-psi com vontades inabaláveis. Alguns dominam o psicoteleporte de tal forma que muitos pensam que as florestas são assombradas.

Os elfos das profundezas possuem alguns dos telepatas e projetores astrais de destaque. E seus farejadores psíquicos estão entre os melhores dos povos élficos.

Os elfos do sul tem uma quantidade considerável de médiuns e curandeiros psíquicos, além de serem os mais familiarizados aos vampiros psíquicos; usuários de tal poder normalmente encontram um escudo psíquico poderoso nos elfos do sul psiquistas e uma resposta a altura na forma de um ataque telepático.

Por fim, os elfos alados são os que mais abraçam poderes psíquicos no lugar da magia tradicional. Estão presentes este eles quase todos os tipos, exceto o vampirismo psíquico, que lhes é desconhecido.


Tecnologia

A idéia que alguns povos, principalmente o humano, é que enquanto vários povos do continente abraçaram a tecnologia do vapor, os elfos ainda mantêm uma sociedade baseada numa magia que para muitos já morreu.

Parte dos elfos da luz estão realmente parados na era medieval, principalmente na Jóia Cintilante. Os que vivem nas Terras Altas dos elfos da prata e Vale do Aventureiro dos elfos da floresta estão familiarizados a tecnologia do vapor.

Os elfos da prata abraçaram totalmente a tecnologia do vapor. E também desenvolveram conversores de maná para ativarem suas máquinas com o auxílio dos anões do clã do martelo, assim como utilizam os chamados cristais de memória dos "elfos do oriente" em suas máquinas diferenciais. O desenvolvimento dessa tecnologia é principal razão da guerra civil estar num estado de trégua: todos sabem que uma guerra total seria devastadora demais, mesmo sem o envolvimento dos.

Grande parte dos elfos da floresta se mantêm a distância da tecnologia do vapor, principalmente pela destruição que ela provoca às suas florestas. O carvão é necessário às caldeiras e derrubar florestas é o método mais rápido que, principalmente humanos, conseguem carvão. Não é incomum um grupo de elfos da floresta se tornarem eco-terroristas. Mas alguns elfos da floresta exploram o conceito das caldeiras de maná e cristais de memória nos mais variados campos, inclusive criando "computadores" e autômatos movidos por caldeiras de maná.

Os elfos do sul tem um ódio todo especial pela pólvora e algumas aplicações da tecnologia a vapor. Principalmente pelo uso que os humanos deram a elas a partir da era das navegações. Conseguiram se adaptar, se transformando em alguns do melhores sabotadores de artefatos explosivos e máquinas a vapor, enquanto aprendiam sobre a tecnologia com outros povos. Resgatando conhecimentos da “renascença árabe” a muito guardados por seus ancestrais, sobre metalurgia, óptica e navegação, entre outros; seus navios se tornaram mais leves e rápidos, compensando o poder de fogo dos navios humanos.

Os elfos alados iniciaram a Era do Vapor atrasados tecnologicamente, mas após o re-estabelecimento das comunicações entre as comunidades, o conhecimento se espalhou rapidamente; a aliança com os “elfos do oriente” possibilitou a produção do “aço transparente”, uma liga com a força do aço e leveza do alumínio; e do mosquetão de cristais, que usa uma variação dos cristais de memória para invocação de energias.

Steamwear, Medicina e afins

Algo que deve ser destacado no steamwear é que elfos não colocam implantes steamwear em seus corpos, confiando na medicina dos elfos da prata ou na magia dos elfos do sul para regenerar partes perdidas dos corpos. O uso de equipamentos não é condenado, mas o uso de implantes é tabu pelos elfos em geral.
Mesmo com os avanços na medicina humana, os elfos resistem a alotropia, preferindo a homeopatia para tratamentos rotineiros. Estas preferências levam a uma taxa de mortalidade alta, mesmo que reduzidas pelas medidas de saneamento adotadas recentemente. A fertilidade dos elfos é muito próxima da humana, mas a mortalidade é muito alta nos primeiros anos de vida. Alguns estudiosos humanos defendem que se deve a idéia da sobrevivência dos mais aptos e outros dizem que muitos elfos não tem todo o conhecimento que lhes é creditado como espécie. Seus representantes negam, mas mas ambas as idéias tem algum fundamento verídico.

Viajantes planares

Estudiosos e usuários de magia de outras povos concordam que os elfos escondem segredos sobre outros planos de existência ou mesmo viagem no tempo, mas eles evitam o assunto. Há rumores sobre um grande êxodo que os elfos fariam quando o planeta não fosse mais capaz de suportar a sua população.
Na verdade os elfos sabem sobre as organizações de viajantes planares dos outros planos e lutam ativamente contra as tentativas de invasão. Elas já ocorreram no passado e continuam acontecendo. Portais planares ou temporais abertos em territórios de elfos são detectados de imediato e se os visitantes são hostis, prontamente despachados de volta. Os elfos do sul e “do oriente” são os mais acostumados a lidar com visitantes deste tipo e normalmente são chamados quando o problema ultrapassa o poder dos outros povos élficos.

Tem mais, mas já postei coisa a beça de novo. Os próximos são os gnomos e halflings. Provavelmente apenas 1 post.

Até lá!

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