segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Um mundo de aventuras: parte 2 - A criação

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A idéia era reunir alguns personagens memoráveis, vindo de sistemas como AD&D, GURPS, Shadowrun, Storyteller e outros mais obscuros. Vendo por esse lado, é uma tremenda duma salada.

Com tantas histórias e personagens em vários sistemas, resolvi reunir o que eu achava interessantes e criar um “mundo” de campanha. Coloco com aspas porque alguns personagens foram difíceis de encaixar. Isso até eu ler direito o GURPS Viagem no Tempo e recentemente o Infinite Earths. Após ler estes e outros livros, comecei a desenvolver a idéia. Então joguei a data mais a frente. Isso fez com que a época do mundo, que é essencialmente passado, para o futuro. Como o sistema que escolhi para servir de base é o GURPS, me organizei pelo sistema dele.

Terras Infinitas
Decidi usar o esquema de terras alternativas, já usado no GURPS Fantasy da 3ª edição. É uma Terra alternativa, com algumas mudanças significativas. Escolhi uma América do Sul alternativa como local base das aventuras e fiz umas mudanças na geografia. A principal é que os Andes não fecharam a passagem para o Pacífico que existia antes dos Andes se elevarem; conseqüência disso é que existe um mar interno no continente. Outra é que a Austrália nunca se separou da Antártica e a passagem de Drake nunca surgiu, permitindo que o clima no polo sul permanecesse mais ameno. A corrente circumpolar antártica existe, mas tem que passar pelo continente pelo mar interno e sair onde deveria estar a desembocadura do Rio do Prata. Não preparei mapas dos outros continentes, mas eles também existem.

Feita a geografia física, tratei da “linha do mundo”, continuando no Viagem no Tempo/Infinite Earths. Como eu pretendia colocar num contexto mais semelhante ao steampunk, o nível tecnológico base é 5+1. Agora por que do NT 5+1? O 5 se refere ao nível tecnológico da Revolução Industrial, o cenário de boa parte da literatura steampunk. O +1 é o extra que o cenário steampunk costuma oferecer, com equipamentos fantásticos movidos a vapor. Sei que algumas ambientações tem NTs diferentes, como o próprio comics Steampunk, um dos marcos do gênero, que poderia ser NT 5+3, já que o personagem principal tinha uma fornalha implantada no torso. Voltando ao mundo de campanha, o NT base é 5+1, mas de forma alguma é a norma de todos os territórios. Alguns ainda se mantêm no NT 3, como é o caso das terras dos orcs e principal razão de seus números cada vez mais minguantes; do lado oposto estão outros povos, como os anões, que na área de materiais e mecânica, chegam até mesmo ao NT 5+4.

A magia ainda está presente, mas não tem a mesma desenvoltura de anos passados. Essa é uma idéia tirada do Mago Idade das Trevas e Mago Cruzada dos Feiticeiros. E lendo o GURPS Steampunk, notei que o psiquismo é uma possibilidade. E levando em conta que o espiritismo original surgiu no mesmo período histórico que se ambienta o steampunk. Sei que muitos torcem o nariz para o psiquismo, mas já narrei algumas campanhas com personagens assim e não tive problemas demais, com exceções, é claro. Então, o nível de mana varia nos locais e paradigmas vigentes. Sim, li o GURPS Mage para tentar fazer uma transição.

Agora aos dados mais específicos ao Viagem no Tempo/Infinite Earths: este mundo de campanha fica no Quantum 7, no meio do caminho entre a Linha Base e Centrum. Ambos sabem da existência deste plano e vice-versa; isso não é de conhecimento público pelos nativos do plano, mas vários pesquisadores paracrônicos, magos e teleportadores planares sabem da existência das duas organizações planares. E a maioria está disposta a defender seu plano. A Linha Base classifica o plano como Classe Infinidade Z4 e o Centrum, como Zona Vermelha e ambas as classificações significam que é um plano fechado, exceto para pessoal selecionado. Quanto ao tempo, o plano está no século 22, aproximadamente 180 anos a frente. A viagem no tempo é possível, mas segue o Efeito do Observador, ou seja, eventos com testemunhas não podem ser mudados.

Edit: o artista da imagem é o Richard Sardinha. Nome estranho, mas fez boa parte da arte do Draconomicon.

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