quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Dividir para se divertir

Agora ao assunto que eu devia ter tratado na vez anterior. E se trata de dividir o trabalho de narrar as partidas entre vários membros da mesa.

partida1 Um bando de aventureiros desesperados (meu personagem é o do meio do grupo, entre um clérigo muito cabreiro e um drow ladino muito desastrado).

Mas porque fazer isso?

A razão mais óbvia é que isso dá oportunidade para quem está “mestrando” de poder jogar também. Já faziam alguns anos que eu não participava como jogador e isso faz uma falta tremenda.

O tempo para descansar a cabeça também é bom. Isso evita a fadiga de só narrar e pode evitar chances de cair sempre na mesma. E exceto se o grupo adora matar-pilhar-destruir, campanhas repetitivas assim não agradam a longo prazo. Mas isso já é assunto para outro post. Continuando…

Outra razão não tão óbvia é que ela dá oportunidade de preparar algo às partidas com mais calma. Seja tempo para conseguir idéias ou mesmo preparar eventos da campanha (encontros não aleatórios, ganchos de aventura) e é claro, algum roteiro alternativo, porque jogadores sempre arranjam um jeito de melar o que foi preparado.

Mas para não ficar apenas com texto, algumas fotos das partidas com o grupo da Taverna do Velho Paul, mais exatamente este pessoal aqui, exceto o Krüger, que não tem um horário bom para aparecer.

 

É uma campanha na ambientação Forgotten Realms, com o Giorgio narrando no D&D 3.5 nos Subterrâneos (Underdark para os veteranos). O grupo é composto pelo humano clérigo de Seluné do Pablo, drow ladino do Nathan e o meu elfo mago/guerreiro. Como tivemos problemas para chamar mais um jogador, por enquanto está assim:

partida2_1 Emboscada! (Droga de ladino distraído)

O grupo foi enganado e foi parar nos subterrâneos. Devido a dificuldade que o Giorgio planejou, começamos no 4º nível, pontuação alta para comprar atributos e dados de vida cheios. A dificuldade é maior pois o grupo não tem um “tanque”, conhecido como “defensor” na 4ª edição; o jogador que faltou ia cumprir esse papel.

Como a campanha ainda está no começo, o grupo está às escuras literal e figurativamente, não tem como dizer muita coisa, exceto:

- Tem muito beholder para enfrentar; agradeço a mim mesmo ter escolhido Sorte dos Heróis como talento regional. Falhar nas Resistências pode significar o fim do grupo.

- Aranhas, malditas aranhas. Outra razão para agradecer o Sorte dos Heróis. Se meu personagem fosse Ranger, esse seria um bicho da lista de inimigos prediletos.

- Como faz falta um anão no grupo para uma campanha dessas. Seja anão guerreiro, ladino ou ranger; quase qualquer classe seria uma ajuda. Isso me faz lembrar: nosso narrador pensou que tinha avisado que a campanha seria subterrânea, mas não o fez. Fuuuu-

partida2_2 Emboscada 2, a Missão (Seria, se não fosse a magia Alarme). O dado representa um arminho atroz abissal.

Solução para estes problemas: todos pegaram níveis de guerreiro para agüentar melhor o tranco dos combates. E meu mago/guerreiro mudou o foco de magias de ataque para magias de suporte/utilitárias; quase todos os inimigos tem resistência a magia, são muito furtivos ou ambos.

Tenho sérias desconfianças que o narrador jogou um pouco da série Eye of the Beholder (artigo apenas em inglês) que saiu para o DOS e alguns outros sistemas.

Na próxima, a outra campanha que está rolando.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ananos?

Bem, este post devia ser sobre as campanhas que estão rolando, seja comigo narrando ou apenas jogando.

ironbreakerDwarf Ironbreaker do Warhammer online

Só que acabei lendo nos meus feeds da Valinor essa coisa aqui. Posso e estou um tanto atrasado, mas convenhamos, a Martin Fontes ter trocado Anões por “Ananos” foi dose. Acho pobre a possível desculpa do Tolkien que pluralizava “Dwarf” como “Dwarves” ao invés do padrão da época “Dwarfs”.

Se fosse assim, “elf” devia ter sido traduzido como “duende” (arrrrggh!) e “goblin” como “trasgo” (urgh!), já que anano é um termo mais usado no espanhol para nosso querido povo das rochas e estas seriam as traduções dos nomes destes povos de fantasia seguindo a mesma idéia. Notem que os três termos, (anano, duende e trasgo) existem na língua portuguesa, mas normalmente não são usados às mesmas coisas que o espanhol.

dwarfpriest_2 Agora ela seria uma… anana?

Fica aqui a questão: A Martin Fontes adotou essa mudança de nome. E se as editoras de RPG adotassem também essa… “nomenclatura”, o que você diria?

Já me adianto e escrevo minha opinião: Para que mudar algo que já é usado a tanto tempo, ainda mais com um pessoal que também é conhecido por sua estabilidade/teimosia?

E agora é com vocês!

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Cyberpunk e derivados

Estava devendo este artigo sobre os vários estilos derivados da trilogia do Sprawl do William Gibson. Mas antes de partir para seus derivados, um resumo do que é cyberpunk, numa tradução livre:

Personagens clássicos do cyberpunk eram solitários marginalizados e alienados que viviam a borda da sociedade geralmente em futuros distópicos, onde a vida diária era afetada pela rápida mudança tecnológica, por um conjunto de dados computadorizados onipresente e pela modificação invasiva o corpo humano” (Person, em Slashdot).

Outra característica marcante no trabalho de Gibson é a presença de personagens femininas fortes. Muito raramente há donzelas em perigo; quando há, é apenas temporário. Inversamente, vários personagens masculinos estão em posição de apoio, não se envolvendo diretamente na ação ou mesmo não se pondo em risco de morte. E essa característica foi seguida por vários dos copia…seguidores do Movimento Cyberpunk

Dos sistemas de RPG neste estilo cyberpunk, o Cyberpunk 2020 é o mais conhecido, sendo inclusive reconhecido pelo próprio Gibson como representante da cultura cyberpunk. O GURPS Cyberpunk também dá bom suporte, mesmo que suas regras de imersão na rede sejam, no mínimo, confusas.

Dito isso, avancemos para os estilos que surgiram a partir dessa premissa.

Pós-Cyberpunk
Transmetropolitan de Warren Ellis e Darick Robertson O Pós-Cyberpunk surgiu como uma resposta à proposta inicial do cyberpunk. Foi iniciado por Bruce Sterling com seu Piratas de Dados (Islands in the Net, no original) e um das melhores obras neste estilo é o Ghost in the Shell de Masamune Shirow. Essa última obra ganhou o título traduzido de “Fantasma do Futuro” (aaaaargh!), que é dose por vários motivos. E nos quadrinhos/comics, Transmetropolitan de Warren Ellis e Darick Robertson mostra um jornalista gonzo como personagem principal.

A diferença entre este estilo e o anterior é que o mundo distópico do cyberpunk clássico não é tão evidente. A imersão na informação e a modificação corporal invasiva ainda são o foco, mas o foco é mais humano; uma questão bastante presente é a do cyborg se perguntando se ainda pode se considerar humano depois de tantos implantes e modificações. Este estilo muitas vezes de mistura aos que vou explicar a seguir.

Entre os RPGs, o pós-cyberpunk é mais um estilo de narrativa do que um sistema de regras. Mesmo assim, alguns sistemas se prestam melhor à essa tarefa, como Mago, a Ascensão (não conheço o Despertar bem o suficiente), especialmente os suplementos Guia da Tecnocracia, Demon Hunter X e os livros sobre os Adeptos da Virtualidade, a Iteração X e os Progenitores. Por que os Progenitores? Continue lendo.

Antes de avançar ao próximo, menciono o Cyberprep. Formada pela junção das palavras cyberpunk e “preppy”, sendo esta última o encurtamento de “preparatory”, as escolas preparatórias para universidades do nordeste estadunidense. Resumindo o palavreado, estou falando de mauricinhos e patricinhas. Ou melhor, cybermauricinhos e cyberpatricinhas. Neste subestilo do pós-cyberpunk, não há distopia; é apenas uma “Malhação” misturada com cyber, sem o punk; tá, chega de embrulhar o estômago.

Biopunk

cover_gurps_biotech Lembram que citei os Progenitores de Mago, a Ascensão? É neste estilo que eles se encaixam. O centro aqui não é na tecnologia de informação, mas na biologia. Nada de cyber implantes, neste estilo a engenharia genética e experimentação humana substituem os implantes invasivos. Não que ambas não sejam invasivas, mas o são em outro sentido.

Na minha opinião, Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, mesmo não sendo necessariamente cyberpunk, apresenta uma ótima ambientação biopunk, com seu governo totalitário, onde todos são moldados desde nascença para suas funções, característica comum em obras biopunk. Megacorporações se utilizando de biotecnologia para o lucro e controle social também é um tema bastante comum.

Nos RPGs, Mago, a Ascensão trata bem do assunto, principalmente nos suplementos aos Progenitores, enquanto o GURPS Bio-Tech é mais técnico, como o esperado. Infelizmente não conheço outros sistemas que tratem deste assunto.

Steampunk

steampunkLaptop2 Mesmo que este nome só tenha surgido por volta de 1987, este estilo deve muito a Julio Verne e outros autores do século 19. Muitos dos que acompanham este estilo consideram The Difference Engine (sem título em português) de Gibson e Sterling como a obra fundamental do steampunk, esquecendo que suas raízes são até mais antigas do que o próprio cyberpunk.

Obviamente, este estilo não é futurista como os anteriores, mas retrofuturista e anacrotecnológico. Retrofuturista porque é um passado histórico misturado com elementos atuais ou futuros. Anacrotecnológico, pois possui equipamentos modernos ou futuros construídos com um recursos do passado. No caso, tecnologia a vapor.

E este talvez seja o estilo derivado mais famoso do cyberpunk, inclusive sendo até mais famoso que este último. Não é difícil encontrar artigos sobre o assunto e objetos modificados com uma aparência ao estilo Vitoriano, como o laptop ao lado. Isso somado às pesquisas e descobertas do período, feita por Tesla, Darwin, Pasteur e Babbage, entre outros. O último é talvez a maior inspiração deste estilo, pois vários livros do Steampunk pressupõem que ele conseguiu finalizar sua máquina diferencial, alterando o rumo da história ao criar um computador mais de 100 anos antes do que deveria ter acontecido. 

Castelo Falkenstein é o principal (e único digno de nota em português) representante dos RPGs Steampunk, mesmo sendo um tanto misto. Outros, como GURPS Steampunk, também existem, mas simplesmente não chamam tanta atenção.

A Liga dos Cavaleiros Extraordinários é uma comic e filme ambientada num mundo steampunk. Se puder ler a comic, melhor.

Clockpunk

É tão semelhante ao Steampunk que às vezes é considerado como parte dele. Aqui a tecnologia se baseia na mecânica dos relógios ao invés do vapor.

Dieselpunk

rick75 - Little Willy Também tem semelhanças com o Steampunk, mas cobre o período histórico dos anos de 1920 até 1950. No lugar das fornalhas estão os motores de combustão interna, comumente chamados de motores a gasolina e motores a diesel.

O Dieselpunk tem influências do pup, do noir (como o próprio Cyberpunk); temas como o aumento do poder do petróleo, a tecnocracia, assim como a produção em massa, a Depressão, o constante estado de guerra. Nesse sentido, é mais semelhante ao Cyberpunk do que ao Steampunk.

Ainda é um tema pouco explorado, se comparado aos dois estilos que lhe deram origem.

Entre as obras consideradas Dieselpunk, estão o filme Sky Captain and the World of Tomorrow, o filme de animação 9 (de 2009) e o jogo Return to the Castle Wolfenstein.

Outros estilos

A maioria dos estilos a seguir são uma mistura de outros estilos ao cyberpunk e nem sempre são considerados como cyberpunk.

Elfpunk: Onde criaturas míticas vivem num ambiente urbano. Diferente da fantasia urbana, este se limita a fadas e elfos. O suplemento Urban Arcana do D20 Modern seria fantasia urbana e não elfpunk.

Mythpunk: Parte ficção mítica/folclórica, parte cyberpunk, misturando os dois.


Nowpunk: Cyberpunk ambientado na época atual, com os eventos da atualidade misturados ao cyberpunk.


Splatterpunk: Gênero do horror de sangue e tripas, misturando ao Cyberpunk. Sinceramente não é necessário muito esforço do narrador para colocar isso nos jogos. A mente perturbada dos jogadores já garante parte do serviço. Sim, este estilo pode muito bem sair pela culatra. Sei disso pessoalmente.

E seguindo a sugestão dos comentários temos mais um:
Cthullupunk: Misturando os Mythos de Cthullu do Lovecraft com o Cyberpunk. O  CthulluTech, assim como o GURPS Cthullupunk são as minhas principais fontes. O fato de ter implantes apenas aumenta um pouco a chance de sobrevivência dos personagens… ou não. Como em Call of Cthullu da Chaosium, o destino mais provável dos personagens é o sanatório, isso quando não viram lanchinho de algum horror cósmico.
Por enquanto é só. Talvez eu consiga juntar vontade para artigos mais específicos sobre estes temas. Algo como os arquétipos típicos dos personagens de *punk.

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Links:

Dieselpunk (blog)
Dieselpunks (blog)
Laptop Steampunk na Wired
Shunya Yamashita (artista)
Wikipedia: Cyberpunk Derivatives (artigo em inglês)

Edit: O Bogger sumiu com quase toda formatação do Writer, fora essa reforma ortográfica distorcendo o meu português. E uma correção, ao invés de Cthullupunk, o livro é CthulluTech.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mechas e RPG

Estou matutando sobre este assunto a um bom tempo, mas o artigo não saia.

E o porquê disso? Salvo uma exceção que é o BESM, não existem RPGs voltados para o assunto no Brasil. E não, eu não considero o outro uma alternativa para o gênero. Sim, sou um chato que frequenta o /m/, se é que me entendem.

Bem, você não está lendo isso por causa das minha picuinhas, está? Espero que não. Então, ao que interessa. Mechas (ou robôs gigantes) em uma campanha de RPG: Como e por quê.

No caso atual do(s) sistema(s) disponível(is) aqui no Brasil, a única alternativa “viável” de jogo é com os super robôs, aqueles que claramente desafiam as leis da física para funcionarem. Não que alguns robôs “realistas” não desafiem, mas no caso de super robôs, eles podem alcançar tamanhos de planetas ou mesmo de galáxias (Gunbuster e Diebuster no primeiro caso e Tengen Toppa Gurren Laggan no último; todos do estúdio Gainax). Os zords dos Power Rangers também caem na categoria de super robôs. No final das contas, quase todos os shows com robôs combinantes são de super robôs.
valsione Valsione, mecha do Super Robot Wars Original Generation
Os super robôs são um subgênero, que além de ter mechas que não tem muito compromisso com a realidade (para não dizer nenhum), costumam ter o “monstro da semana”, o inimigo a ser derrotado no episódio ou seção de jogo, no caso do RPG. E divertido de se jogar quando se quer algo exagerado, com personagens exagerados, numa ambientação exagerada. Clássicos como Mazinger ou mais recentes como o Tengen Toppa Gurren Laggan citado acima são exemplos de super robôs.

Do outro lado (e gênero) estão os robôs “realistas”, representados principalmente pela franquia Gundam. Exceto por alguns poderes estranhos que os pilotos possuem, as máquinas tendem a obedecem algumas leis da física, como a newtoniana conservação de massa, que os super robos adoram ignorar. E pilotos morrem, coisa que shows de super robos tendem a ignorar; mas às vezes a direção dos shows de robos realistas exageram na mortalidade, coisa que o Yoshiyuki Tomino parecia ter prazer quando dirigiu Gundam.
gasarakiUma das Tactical Armor de Gasaraki
E qual seria o gênero ideal para organizar e/ou jogar numa campanha de mechas? Talvez nem um, nem outro. E sim uma mistura dos dois, conhecida no GURPS como campanha cinematográfica. Nas campanhas e mesmo mas partidas “one shot”, os jogadores gostavam dos poderes e da tremenda capacidade de suas máquinas, mas também do fato que receber dano fazia a máquina cair aos pedaços.

Outra característica de jogos realistas é que os jogadores sempre vão querer mexer no seu mecha ou mesmo tentar montar o seu próprio. A não ser que os personagens dos jogadores sejam muito endinheirados, isso é algo que eles deveriam apenas sonhar. E pretendo mostrar porque os próximos artigos.
gundam_odaibaRéplica em tamanho natural do Gundam RX-78-2, na época que estava em construção.
No próximo artigo, os arquétipos e clichês de personagens para campanhas de mechas.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pós Dia do D&D de 19 de setembro

Pois é. Eu até que não estava muito esperançoso para fazer esse evento. Antes da quarta, quando chegaram as miniaturas para o evento. Eu não esperava por miniaturas, ainda mais depois do anuncio que não viriam miniaturas.

A bem da verdade, as miniaturas que vieram serviram de premiação, pois as minis dos heróis (e dos monstros) não vieram e improvisei todas as minis; o Giorgio, que organizou comigo o evento, também improvisou com suas miniaturas.

P9190012O finalzinho da segunda mesa, com o Giorgio dando um jeito já que alguns jogadores tiveram que sair mais cedo. Interprete como quiser.

Como a aventura era bastante aberta, cada um narrou a aventura como queria. Normalmente a aventura vem bastante fechada, mas ultimamente tem vindo com cada vez mais espaço para idéias de quem vai usa-las.

No caso aqui, a aventura tinha basicamente 2 encontros, mas que, ao meu ver, podiam ser 2 aventuras independentes. Tanto no meu caso, quanto do Giorgio, fizemos apenas a “1ª parte” da aventura, afinal os personagens dos jogadores já estavam meio que no bagaço ao final do primeiro encontro. E isso que levaram mais de 2 horas para finalizar essa parte da aventura. Dou um desconto porque praticamente metade de cada mesa era com novatos da 4ª edição do D&D. Não que algumas coisas tenham realmente mudado entre as edições, mas algumas pessoas tem problemas para assimilar mudanças, independente da idade.

Tá, posso ser um tanto parcial nessa visão das versões de D&D, já que tive que ler o Teoria Geral dos Sistemas do Bertalanffy. E eu ainda não tirei da cabeça que a semelhança do D&D4 com MMOs não foi uma boa idéia da Hasbro. Tá, é só uma opinião.

P9190013Parte do pessoal da minha mesa ainda na loja, depois da minha garganta ter pedido arrego.

Não vou dizer que não foi divertido, ainda mais que revi um monte de gente no evento e nos dias antes do mesmo. Mas muita gente que poderia ter aparecido nem deu as caras. Bem, isso não impede que se faça o evento tradicional de novembro; só é chato.

Quanto ao que foi discutido nas mesas durante e após o evento… Se alguém for organizar uma mesa de D&D 4ª edição; beleza, mas não serei eu. Posso fazer uma de D&D 3.5, ou GURPS, ou Storyteller (exceto Vampiro, esse já encheu; queria fazer algo com Mago e/ou Changeling). Aceito até sistemas mais diferentes, como Shadowrun, Senhor dos Anéis, Cyberpunk 2.0.2.0.

E antes que pensem: Quero jogar também!

Até a próxima!

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Confirmado o evento do dia 19!

Dessa vez a surpresa é que o material do evento já chegou! \o/

Aos desavisados, o evento do dia do D&D de Joinville acontecerá neste sábado, dia 19 (duh). Será na Fusion Game Club, começando às 15 horas, mas nada impede que comece antes já que o critério é fechar 4 a 5 jogadores por mesa, com 2 mesas, podendo ter uma terceira se alguém se propor a mestrar.

dnd0919O cartaz do evento (um pouco editado)

Bem, por enquanto é só. Não me liguem perguntando o que vai ter (sim, já me ligaram), compareçam e participem. E não importa se você não conhece a 4ª edição. Eventos como esses ajudam a conhecer o sistema.

Nota para mim mesmo: Tenho que parar de usar o termo “cooldown”.

Até a próxima!

Ps.: Sim, os brindes vieram. Agora vocês não tem desculpa para não vir.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

3º dia do D&D em Joinville

Pois é. Podem me chamar de teimoso ou coisa pior, já que eu tinha prometido a mim mesmo que não ia organizar mais eventos do D&D até o fim do ano.

dmg2_gameday1 Cartaz pelo na cara dura do site da WotC

Resolvi dar mais uma chance e estou organizando mais um evento, agora para o próximo dia 19 de setembro. Pelo menos o material de divulgação já veio.

Quanto ao local, vai ser na Fusion novamente, no sábado do dia 19/09. O evento começa às 15 horas, para os interessados. Por que na Fusion? Os locais anteriores eram legais, mas algumas coisas mudaram, então o local também.

Então até a próxima, esperando que eu tenha algo mais para postar.

 

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Cyberpunk e RPG

Estou devendo um artigo mais decente sobre os RPGs de Cyberpunk. Então reuni vontade para faze-lo. Ou não. Talvez. Que seja.

Esse tipo de ambientação foi a primeira que usei como narrator/mestre/esfolador de personagens de jogador. É talvez a única que realmente não perdôo erros idiotas dos jogadores; Cyberpunk é uma ambientação impiedosa; quem já leu os livros do movimento cyberpunk ou viu os filmes deveria saber isso muito bem.

Sanakan de Blame! Sanakan do mangá Blame!

Um problema desse gênero é que parte do fantástico e do diferente que ele possuia agora é lugar comum, como o meio que você está usando para ler este texto. Ao mesmo tempo, não deixou de ser interessante, ao contrário do que seus críticos alegam, como estar ultrapassado, e ultrapassado, e ultrapassado, repita ad infinitum.

Deixando os reclamões de lado, tivemos no Brasil alguns RGPs representando este gênero:

Cyberpunk 2.0.2.0., que considero que tem o maior nível de mortalidade de personagens dos jogadores; golpes/tiros bem localizados tem como matar um personagem com relativa facilidade. Mas isso não chega a estragar a diversão; muito pelo contrário, foi o sistema que mais me diverti e vi também as idéias mais piradas por parte dos jogadores.

GURPS Cyberpunk, que anda lado a lado em mortalidade com o anterior. Por ser um sistema mais genérico, fica mais fácil misturar outras ambientações, como no suplemento Cthulupunk, que mistura a obra de Lovecraft com o movimento iniciado por Gibson. O que ainda me irrita é o modo como trataram a rede, sendo um tanto confuso, até mesmo para mim que sou formado em Ciências da Computação. Ou especialmente para mim, porque aquilo é uma salada só. Detalhe que este livro possui apenas as regras, a ambientação mesmo está no GURPS Cyberworld, nunca lançado em português. E que é outra salada difícil de engolir.

Shadowrun, que já está na 4ª edição, mas no Brasil só foi lançada a 2ª edição. Misturando cyberpunk e fantasia, é um sistema/ambientação que costuma gerar algumas discussões entre “puristas” e os fãs de Shadowrun. Possui um sistema de magia que confunde a cabeça de muito iniciante, pois muitos não entendem que a magia deste sistema fere o usuário dela toda vez que é usada. Bem, em partes. Jogadores inteligentes sabem como lidar com isso. Some-se a isso anões, elfos, orks (sim, com “K”) e troll e se tem uma mistura de fantasia e tecnologia indigesta aos “puristas”, mas que é a festa para quem gosta. Considero os personagens neste sistema os mais resistentes dos três já citados.

Fugindo um pouco aos RPGs estritamente cyberpunk, fica a menção do Mago, A Ascensão, do sistema Storyteller. Não sei se na versão mais nova já apareceram as regras de cyberware, mas o Guia da Tecnocracia e no Demon Hunter X possuem regras para implantes tecnológicos para personagens. E toda a ambientação do Mundo das Trevas funciona bem os temas de cyberpunk.

Na próxima, tipos de partidas/campanhas na ambientação cyberpunk.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Hora de decisão

Para quem tem feed ou acompanha de alguma forma as atualizações aqui, já notou que posto pouco.

São várias razões. Uma, que estou muito parado com RPG. Duas, falta de inspiração. E três, a interface do blogger me incomoda.

E por último, estou preparando um blog mais ao meu gosto, para falar de qualquer coisa. Está muito cru, mas já está no ar no ehayashi, sendo parte do meu futuro site pessoal. Coloquei no ar hoje, então tem muita coisa fora do lugar.

Ainda quero preparar outras coisas, aviso quando tiver mais coisas.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Devagar, devagar...

É como tem andado minha cabeça quando se trata de RPG.

Quando estou mergulhado no trabalho, às vezes me aparecem ideias para RPG. Mas como estou sem grupo no momento, raramente elas aparecem. Não é o caso do livro que estou prometendo a mim mesmo (e alguns amigos), esse estou cozinhando a um tempo e já tentei usar a ambientação dele para jogos, mas sempre acontece alguma coisa estranha.

E ainda estou devendo a série de artigos sobre cyberpunk. Quanto a esse, posso dizer que a qualidade do artigo na Wikipedia em português me surpreendeu um pouco; não está tão ruim, mas não foge ao clássico "o artigo em inglês é melhor". Se o leitor souber inglês, vá à fonte. Ainda tenho que trabalhar o texto, que não vai ser algo incrível.

E agora para algo completamente diferente:


Até a próxima!